Mostrando postagens com marcador leia essa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador leia essa. Mostrar todas as postagens

Um bedel para a Câmara dos Deputados

Roberto Pompeu de Toledo costuma fazer leituras bastante coerentes da realidade brasileira. Em meio a sua argumentação, suas descrições simples, temperadas com humor inteligente, são para ser guardadas. Nesta semana, no espaço que escreve quinzenalmente na revista Veja, entre outros assuntos, ele fala da ideia de a Câmara dos Deputados ter um bedel. Leia a seguir o que Toledo pensa sobre a disciplina dos parlamentares em seu local de trabalho, num trecho de seu texto "Crônica parlamentar":

"Nenhuma reforma política será bem-sucedida sem a instauração da figura do bedel na Câmara dos Deputados. [...] Em atenção às novas gerações, bedel era o funcionário encarregado de manter a disciplina entre os alunos. Alguns deles tinham inclusive a função de capturar gazeteiros, o que também seria oportuno, neste novo caso. Na Câmara, o clima lembra muitas coisas, menos um ambiente de trabalho. As pessoas preferem ficar de pé. Algumas rodam pelo salão. Outras formam rodinhas, como nas recepções e nos velórios. Reunidas numa sala de aula, conformariam o pesadelo do professor. [...] Só raríssimas vezes se presta atenção em quem está discursando. Continua-se a conversar, a rir e a falar ao celular. A Câmara foi feita para sediar o debate dos grandes temas nacionais. Ainda que as pessoas ali reunidas tivessem interesse nos grandes temas nacionais, e capacidade intelectual para enfrentá-los, o que é duvidoso, como fazê-lo em tal balbúrdia? Nenhuma empresa funcionaria desse jeito. Nenhum ministério."

Ouvir verdades: questão de escolha

O assunto é antigo (ao menos jornalisticamente): já faz mais de duas semanas que o bispo católico Dom Manuel Edmilson da Cruz foi receber uma comenda no Senado e a recusou na tribuna da casa legislativa, no que se esperava ser um discurso de agradecimento. Dom Edmilson recusou receber a homenagem como manifestação contra o aumento que os congressistas se deram dias antes.

Ao ler a transcrição dos discursos da ocasião no Diário do Senado Federal, observei uma atitude no mínimo inusitada do presidente da sessão, o senador cearense Inácio Arruda: ele deixou a cadeira da presidência durante o discurso de Dom Edmilson. Espera-se que por razões mais importantes do que a recusa de ouvir a fala do corajoso homem que ocupava a tribuna.

Veja abaixo a transcrição das considerações finais do discurso de Dom Edmilson e as anotações da secretaria do Senado sobre a presidência da sessão:

"Senhores e Senhoras, sinto-me, primeiro, perplexo; depois, decidido. A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Câmara. Não representa. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. (Palmas.). Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, à cidadã contribuinte para o bem de todos, com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho. É seu direito exigir justiça e equidade em se tratando de honorários e de salários também. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isso não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os direitos humanos do nosso povo.

A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. Assumo-a com humildade. Sem pretensão a estar dando lições a pessoas tão competentes e tão boas. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e feliz Natal e um próspero e feliz Ano Novo.

Deus seja bendito para sempre! Muito obrigado. (Palmas.).

[Durante o discurso do Sr. D. Manuel Edmilson da Cruz, o Sr. Inácio Arruda deixa a cadeira da Presidência, que é ocupada pelo Sr. José Nery.]"


Os malefícios dos asteróides

Veja com seus próprios olhos (se achar pequeno, pode ampliar, clicando na figura):


A notícia da Câmara Municipal de Fortaleza sobre os tais "malefícios dos asteróides" não era bem sobre o que seu título fazia crer — clique aqui para ver o texto completo e entender quediabeísso. Até a noite de hoje, ninguém alterou o título da matéria, publicada pela manhã.

Kotscho encontra a paz em Fortaleza

Ricardo Kotscho: fim de semana em Fortaleza

O jornalista Ricardo Kotscho passou o último fim de semana em Fortaleza. No dia em que chegou, sexta-feira, ele passou por um transtorno daqueles no aeroporto de Guarulhos. "Estou neste momento na avenida Beira-Mar, em Fortaleza, escrevendo na varanda de um hotel na praia do Meireles, mas para chegar até aqui enfrentei um sufoco danado", escreveu em seu blog, Balaio do Kotscho, do iG (clique aqui para saber da história).

O jornalista, em sua versão colunista eletrônico, não deixou de escrever durante sua passagem por Fortaleza: foram cinco posts direto da capital cearense. O blog só ficou sem texto novo no domingo. Kotscho volta hoje a São Paulo — deve levar na lembrança, como um convite para que volte sempre, "o belo mar na praia de Iracema", nas palavras do próprio.

Luxo e irracionalidade

"Nesses países, o luxo ainda causa deslumbramento e desperta a irracionalidade como em nenhum outro lugar. Um cenário ideal para os negócios"

Karl Hvidt, diretor da Bang & Olufsen, empresa da Dinamarca líder no mercado de luxo de aparelhos de som e de televisão. Ele se refere a países emergentes, como o Brasil.

Fonte: Veja

Notícia econômica exótica?

Em meio à crise financeira internacional, o noticiário econômico não tem dado tanto a espaço a nenhum outro assunto. O diário natalense Tribuna do Norte, nas últimas notícias de sua versão on-line na noite de ontem, publicou uma chamda um tanto interessante para matéria de sua editoria de economia. Veja abaixo a chamada da notícias das 20h03 (clique na imagem para ampliá-la):


Quem quiser mais informações sobre essa inesperada participação do presidente do Banco Mundial pode ler a notícia completa aqui.

Dois habeas, duas medidas

"Um juiz de Fortaleza acaba de recusar um habeas corpus para o ladrão que tentou, sem sucesso, roubar o cordão de ouro do ministro Gilmar Mendes [presidente do STF]. O preso, de 18 anos, sem antecedentes criminais e com residência fixa, deve ser mais perigoso para a sociedade do que Nahas, Pittas, Dantas e Cacciolas. Além de bem mais baratinho. E o cordão não era um qualquer. Era o do presidente do Supremo, certo?"
Eliane Catanhêde, colunista da Folha de S.Paulo
Mais informações sobre o caso nesta matéria do jornal O Globo.

Contradições sem fim

A sonda Phoenix chegou no início desta semana a uma região de Marte nunca antes explorada, onde coletará dados para serem analisados na Terra. Nesse nosso planeta, de onde se envia uma mininave de altíssima tecnologia para outro planeta, uma criança morre a cada cinco segundos por falta de comida. Uma matéria sobre a atual crise mundial de alimentos, publicada na edição de Veja desta semana, assinada por André Petry, é concluída com um exercício simples de comparação, mas que, ao expor com um mínimo de clareza e simplicidade o mundo de contradições sem fim onde vivemos, não deixa de surpreender: "Se tudo der certo, a sonda Phoenix vai tirar uma fotografia de sua aterrissagem sobre o solo de Marte. A imagem percorrerá 680 milhões de quilômetros e, em duas horas, chegará ao centro da Nasa, nos Estados Unidos. Durante a viagem da foto, morrerão 1.440 crianças de fome no mundo".